segunda-feira, 21 de março de 2011

Sexo é escolha!


Sexo: na ativa há milhares de anos antes de você nascer. O assunto proibido, o sinônimo de “aquilo” e a grande dor de cabeça da adolescência. Não importa o quanto te afastem desse assunto: um dia você terá que falar sobre ele. Acha muito? Pois aí vai a realidade: um dia você terá que coloca-lo em prática. Seu medo triplicou ou quadruplicou agora? Rita Lee já dizia e eu repito, bem no título: “sexo é escolha, amor é sorte”.

Pra começar, o grande problema que a maioria das garotas ainda enfrenta é a falta de diálogo em casa. Assuntos relacionados à vertente sexo passam longe da lista de tarefas do dia e ai de você se perguntar sua mãe de onde vêm os bebês. Não ter como conversar em casa sobre sexo só piora as coisas quando chega a hora de fazê-lo, e você acaba descobrindo que vai ter uma grande dificuldade quanto a isso dali pra frente.
Nessa hora suas amigas entram em cena. Amigas sempre sabem mais do que seus pais. E são nessas conversas que você começa a reparar o tamanho do preconceito que vai ter que enfrentar quando você finalmente se resolver: “Mas olha, não vá ficar dando pra qualquer um porque senão, já sabe, fica falada.”; “Credo, amiga! Você vai dar? Você é doida?” e até frases que prefiro nem comentar. O fato é que, querendo ou não, amigas atrapalham nessa hora pelo simples e puro fato de quem vai se submeter ao ato é você, não elas.
Quando percebemos que buscar opinião alheia sobre a hora de transar ou não transar só empata, recorremos à internet. Existem milhares de blogs falando todos os dias sobre sexo, amor e pílulas do dia seguinte. O grande lance é que, querendo ou não, ao fim de cada post que se lê sobre sexo, as meninas são sempre induzidas a darem o primeiro passo para o rompimento do hímen, como se aquela receita mágica pulando na tela do seu computador fosse resolver seu problema na hora de ficar pelada e deitar na cama com ele. Sabemos que as coisas não são bem assim, por isso é sempre perigoso oferecer receitas da primeira vez perfeita, pois a chance de se decepcionar com ela são imensas.
O problema é que, como bons seres humanos que somos, gostamos de complicar tudo. Principalmente coisas absolutamente naturais, como o sexo ou aquele gesto reflexivo que seu namorado fez, mas você insiste em achar que ele está mentindo. A grande questão do sexo é que ele só vai acontecer se você quiser e quando você quiser. Transar ou não transar é simples questão de escolha. Como só depende de você, faça no momento que VOCÊ achar certo. Sexo não segura homem, não te faz menos menina ou mais mulher. Esteja preparada para possíveis fiascos. E eu nem precisa falar que TEM que usar camisinha, não é? Por favor. E se tudo der errado na sua primeira vez, o que é bem possível, nada de chorar ou se desesperar! A primeira vez nunca é um conto de fadas. Talvez sexo nenhum seja, dependendo do parceiro. O essencial é se cuidar sempre, evitando ao máximo os contratempos. Que eu saiba, ninguém quer ser mãe aos de 16. O mais importante é você, e somente você, estar segura da decisão, que é somente sua. Caso não tenha segurança o suficiente, amadureça mais a ideia. Não faça caso não esteja preparada para o dia seguinte. Pode ter uma pílula esperando você.

domingo, 20 de março de 2011

Falando de amor


“O amor é o ridículo da vida” disse Cazuza, uma vez. Apesar dos apesares, de vários mas e poréns, no final das contas, ele estava bem certo.

Definir o amor é complicado. Aliás, amar é complicado. Nós pensamos que entendemos, mas, quando sentimos, percebemos que não é nada daquilo que achávamos. Confundimos amor com amizade, com paixão, não sabemos identificar ou, quando o fazemos, não é correspondido.
Dizem que o difícil sempre nos agrada mais. Vai ver é por isso que procuramos tanto pelo amor verdadeiro, por nossas almas gêmeas. Queremos alguém que cuide de nós, alguém com quem possamos dividir nossas dores e conquistas. Queremos a felicidade prometida.
Nem sempre, porém, temos nosso conto de Cinderela. Ou até temos, mas fantasiamos tanto que, quando ele chega, nos decepciona. Porque o amor é tudo e nada, é alto e baixo, é felicidade e tristeza. Quem não sabe se virar no meio da tempestade, se vê levado por essa correnteza que é amar. E para chegar em terra firme, é preciso colocar toda sua força de vontade nos braços e nadar até lá. Aqueles não aguentam, não chegam nem na praia.
Mas existem também os apressados, que pulam do barco antes dele quebrar e já querem alcançar o chão. Para mim, a graça do amor são todas as suas fases: primeiro vem a paixão, que provoca os fogos de artifício internos, as borboletas no estômago. Depois, o amor em si, o andar de mãos dadas, a troca de carinhos. Após, vem a rotina, o perigo de qualquer relacionamento; os cuidados se tornam obsoletos e as brigas, frequentes. E, por fim, o companheirismo que, hoje em dia, já quase entrou em extinção. Atravessar a rotina até essa fase é o maior desafio da vida. Ainda assim, você pode encontrá-la na maioria dos casais idosos. Os avôs e avós, que se conheceram jovens e, atualmente, comemoram bodas de ouro. Ou até em algumas exceções de adultos, casais que estão entrando na meia idade juntos.
Dizer que estará junto na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe é fácil. Difícil mesmo é estar lá sessenta anos depois e cuidar um do outro como prometeu, mesmo que a pessoa desenvolva Alzheimer, sofra um derrame, tenha osteoporose e não possa mais andar ou qualquer outro problema típico da idade. É esse amor que eu desejo ver. Procuro e nunca acho. Pergunto-me até se daqui a alguns anos, quando nossa geração for bem velhinha e não tivermos mais nossos avós como exemplo, ainda o veremos por aí ou terá se tornado um mero conto de historinhas.
Minhas experiências sobre o amor, no entanto, não passam de observações. Para entender a sensação, só mesmo atravessando esse caminho tempestuoso em busca das certezas e incertezas que apenas um coração apaixonado pode dar.

sábado, 19 de março de 2011

Entre Aspas-Conto de fadas


"Toda mulher carrega a síndrome de Walt Disney. Até as mais modernas e cosmopolitas têm o sonho secreto de encontrar um príncipe encantado. Como não existe um Antonio Banderas para todas, nos conformamos com analistas de sistemas, gerentes de marketing, jornalistas, professores, engenheiros mecânicos. Ou mecânicos de oficina mesmo, a situação não anda fácil. Serão eles desprezíveis? Que nada. São gentis, nos ajudam com as crianças, dão um duro danado no trabalho e têm o maior prazer em nos levar para jantar. São príncipes à sua maneira, e nós, cinderelas improvisadas, dizemos sim! Queremos ser resgatadas da torre do castelo. Queremos que o nosso pretendente enfrente dragões, bruxas, lobos selvagens. Queremos que ele sofra, que vare a noite atrás de nós, que faça tudo o que o José Mayer, o Marcelo Novaes e o Rodrigo Santoro fazem nas novelas Queremos ouvir "eu te amo" só no último capítulo, de preferência num saguão de aeroporto, quando ele chegará a tempo de nos impedir de embarcar. O amor na vida real, no entanto, é bem menos arrebatador. Sim, sabemos que a vida real não combina com cenas hollywoodianas. Sabemos que há apenas meia dúzia de castelos no mundo, quase todos abertos à visitação de turistas. Sabemos que os príncipes, hoje, andam meio carecas, usam óculos e cultivam uma barriguinha de chopp. Não são heróicos nem usam capa e espada, mas ao menos são de carne e osso, e a maioria tentaria nos resgatar de um prédio em chamas, caso a escada magirus alcançasse o nosso andar. Não é nada, não é nada, mas já é alguma coisa. Dificilmente um homem consegue corresponder à expectativa de uma mulher, mas vê-los tentar é comovente. Alguns mandam flores, reservam quarto em hotéizinhos secretos, surpreendem com presentes, passagens aéreas, convites inusitados. São inteligentes, charmosos, ousados, corajosos, batalhadores. Disputam nosso amor como se estivessem numa guerra, e pra quê? Tudo o que recebem em troca é uma mulher que não pára de olhar pela janela, suspirando por algo que nem ela sabe direito o que é. Perdoem esse nosso desvio cultural, rapazes. Nenhuma mulher se sente amada o suficiente…" não é meu, mas eu gostei muito, muita verdade em um texto só!

Entre Aspas-Tudo errado




"Ela é a vitima, eu sou o réu.

Ela possui todas as virtudes, eu todos os vícios.

Ela é santa, eu pecadora.

Ela gosta de sol, eu amo a chuva.

Ela chora calada, eu faço escândalo.

Ela acredita no amor, eu creio no ódio.

Ela é banal, eu sou visceral.

Ela vai à igreja, eu moro em cemitérios.

Ela vai casar virgem, eu destruo lares.

Ela é moça de família, eu sou das esquinas.

Ela tem medo do escuro, eu vivo nas trevas.

Ela gosta de sorvete, eu preciso de álcool.

Ela reza antes de dormir, eu não durmo.

Ela agradece, eu cuspo no prato que como.

Ela acredita, eu desconfio.

Ela é feliz, eu finjo.

Ela só diz a verdade, eu pronuncio apenas mentiras.

Ela é humilde, eu arrogante.

Ela o ama, eu não vivo sem ele.

Ela se reprime, eu passo dos limites.



Talvez tenha sido exatamente isso que pensei quando finalmente o vi saindo da igreja de mãos dadas com ela, naquele dia de chuva,se você soubesse me senti tão sozinha… como ela se chamava mesmo? Annabella, isso, maldita Annabella, causa única do meu tormento, causa única do afastamento dele, ela e suas virtudes o arrancaram de mim, ela e sua santidade banal de cristã de subúrbio. Observei os dois atravessarem a rua, traguei lentamente o cigarro e uma lágrima tardia escorreu pelo meu rosto, limpei o vestígio úmido da minha paixão inútil e segui o perfume amadeirado que ele usava, o conhecia tão bem, muito mais do que aquela beata de merda, mais do que ele próprio supunha, mas isso já não importava.E em pensar que há um tempo Annabella, maldita Annabella, era simplesmente uma possibilidade, afinal todos os rumos são aceitáveis, todos os personagens podem assumir o topo de protagonista, talvez seja isso que me incomode, o que dói não é o amor que perdi, o que me incomoda é saber que ela, aquela vaca de sacristia é a culpada disso. O engraçado nisso, é que ele é mais feliz comigo, eu o divirto, eu o excito, eu conduzo aquela mediocridade toda que ele chama de vida, apenas eu, e ele me troca por uma idiota, que no máximo joga gamão aos domingos para se divertir. Annabella, agora eu me permito pensar mais nesse nome, como um veneno letal que eu injeto aos poucos, sentindo minha agonia, Annabella, maldita seja entre as mulheres."

Entre Aspas-como sou!



"Sou complexa, sou mistura. Sumo, surto, vou embora, apareço do nada. Odeio a falta de oxigênio das obrigações, encurto conversas bestas, estendo um bom drama. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar. Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou isso hoje, amanhã já me reinventei."

Isabelle Duarte

Entre Aspas-na ordem certa




Sentir primeiro, pensar depois

Perdoar primeiro, julgar depois

Amar primeiro, educar depois

Esquecer primeiro, aprender depois



Libertar primeiro, ensinar depois

Alimentar primeiro, cantar depois



Possuir primeiro, contemplar depois

Agir primeiro, julgar depois



Navegar primeiro, aportar depois

Viver primeiro, morrer depois





Mário Quintana

Entre Aspas-mudanças



Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes,oh, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo.


Greys Anatomy