quinta-feira, 17 de março de 2011
Entre Aspas algumas pessoas.
Algumas pessoas pensam que estão sempre certas, outras são quietas e nervosas, outras parecem tão bem, por dentro elas devem se sentir tristes e erradas, outras se isolam para esquecer, enquanto outras se aproximam para sofrer, outras falam para machucar, algumas se calam para não magoar, embora sejam tão diferentes, todas tem algo em comum, não tem certeza de quem realmente são.
(Charles Chaplin)
Entre Aspas-Jogo rápido
PARA LER:
Mãos e seios
Olhos e bunda
Nariz e dedo
Pobre e funk
Mulher e vitrines
Homem e cerveja
Namorada bonita e amigo traíra
Queijo e goiabada
Chifre e dupla sertaneja
Namorado gostoso e amiga vagabunda
Carro de bêbado e poste
Moeda e carteira de pobre
Tornozelo e pedal de bicicleta
Leite fervendo e fogão limpinho
Velho ou pobre e show do milhão
Dedinho do pé e ponta de móveis
Camisa branca e molho de tomate
Tampa de creme dental e ralo de pia
Café preto e a toalha branca de mesa
Dezembro na Globo e Roberto Carlos
Chave trancando a porta e telefone tocando
Show do KLB e controle remoto mudar de canal
Mau humor e segunda-feira!
(Lyca)
Entre Aspas-fizeram agente acreditar...
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer,só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"
(John Lennon)
O que sou!
Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola e odeio o cheiro. Falo mais do que o suficiente.Amo de + as pessoas.Sou choranona. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.
Entre Aspas -O que realmente é?
Falamos em fazer amor, mas amor se faz? Amor sufoca, amor desatina, amor é martelo, sino retinindo, marcação constante que não dá brecha para contra-ataque, carrapato chupando sangue da pele. Amor-obsessão, amor torneira pingando: até quando, até quando, até quando? Amar é amargo, e promessas amorosas são voláteis. Amor maldito que invade pensamentos, amor que nos carcome paulatinamente, câncer faminto, "ácido de um sim negativo", vida que brota destruindo. Mas amar não é negar o medo, a razão, o tempo? Amar é afirmação nascida de negativas, e não amar é sofrer mais. Você me falava no amor livre e descompromissado dos hippies, mas a liberdade não estava na prisão dos teus braços? Bah, liberdade sem limites acaba em anarquia, niilismo estéril, suruba sem tesão. Amor é como uma fotografia que fixa limites para superá-los. Amor é renúncia a muitas coisas, mas também a maior transcendência que podemos almejar neste mundo. Amar é tornar dois um: mãe com seu filho no ventre. Amor é parto, é dor; e nascemos chorando.
( Alexandre Inagaki )
Entre Aspas-combina comigo
"Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua"
Martha Medeiros
O amor é cego.
Você pode dizer que sim, e quando falamos de amor, muitas coisas vão além da nossa compreensão. Casais desproporcionais tanto fisicamente quanto emocionalmente, estão ai para provar que os opostos se atraem e que o amor pode mesmo ser muito é do cego, ou burro ou sem lógica alguma. A pergunta é: até que ponto usamos esta desculpa para nos afundarmos em relacionamentos desastrosos?
Digo isso por que é muito comum após o fim do namoro, pararmos um tempo para analisarmos em como a coisa toda se deu. Mas comum ainda é nos prostramos como vítimas repetindo o mantra: “Ele não era assim no começo, como pode uma pessoa mudar tanto?”
Será? Será que ele realmente era a perfeição ou seu desespero para mudar seu status no Facebook deixou seus olhos meio preguiçosos?
Eu sei que no começo do namoro é tudo muito bom, tudo muito lindo, como diria Caetano e, ainda estamos jogando o jogo do “eu vou tentar impressionar você” e por algum tempo deixamos nossos comportamentos mais duvidosos debaixo do tapete. Só que é impossível fingir o tempo todo, vez ou outra algo sempre vem à tona e são nas pequenas atitudes que se encontram grandes surpresas. É clichê, mas é pura verdade!
Dar-lhe-ei um exemplo, um dos mais comuns se quer saber, seu ex fala muito mal da ex namorada e você se sente nas nuvens achando que ela já é passado e finge não se dar conta de que ela se faz tão presente na relação quanto você. Só percebe quando ele resolve terminar com você e voltar para os braços dá, até então, megera. Daí você vai desperdiçar meses, lágrimas e ombros amigos tentando entender como pode alguém ser tão dissimulado a ponto de odiar com unhas e dentes a ex e voltar com ela. Mas o ódio foi ele que pintou. Pintou todos os dias com cores gritantes e você foi a única que não viu, aliás, não quis ver. Por que quando a gente superou alguém, ela deixa de ser assunto. Nem ódio, nem amor são exaltados.
O mesmo vale para aquele cara que é um amor com você, mas trata mal a família, o garçom e o cara na fila do cinema. Hora ou outra ele vai te tratar do mesmo jeito e você vai acabar pensando: “Mas eu não entendo, ele era tão fofo!”. A fofura dele era proporcional a sua cegueira.
Então volto a questão: o amor é mesmo cego ou nós é que carregamos vendas em caso de urgência? Se você já sabe a resposta para esta pergunta, o mínimo que pode fazer é encarar o próximo término – não que eu esteja desejando o fim do seu namoro- com pouco mais de maturidade. Assim, quando estiver próxima de uma cegueira momentânea, você pode fazer uso das suas lentes de contato!
Citando Caio Fernando Abreu “Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é”.
E isso se chama desespero, o amor? Ah, o amor é outra coisa!
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